Chatos Virtuais

Posted by on jul 19, 2013 in Blog, Contos

Somos tão pequenos. Ante a história como um todo somos quase nada. E cada um alimenta sua crença particular para tentar encontrar um sentido para esse fato inquestionável. Ainda assim, muitas vezes nos sentimos grandes, enormes e importantíssimos para o funcionamento da engrenagem geral.
Esses sentimentos antagônicos fazem parte da gente, e tentar domá-los é tarefa trabalhosa pra vida inteira. Contudo, observamos muitos de nossos semelhantes difundindo suas verdades pessoais como se fosse um consenso absoluto da humanidade.

É evidente que com a difusão das redes sociais isso ficou mais exacerbado e constrangedor. Tenho acompanhado algumas redes sociais, principalmente o facebook, e muitas vezes tenho vontade de não ser mais integrante, pelo simples fato de não haver nenhuma peneira do que pode ser postado. Na verdade o que me incomoda mesmo é o tamanho do ego de algumas pessoas, que tentam impor suas opiniões de qualquer maneira.
A ferramenta das redes sociais, pode ter um uso maravilhoso, de debates responsáveis, de difusão de um trabalho, de disseminação da alta cultura, do compartilhamento de vídeos e textos interessantes e não esquencendo o fato de termos sempre um tipo de contato com as pessoas que conhecemos. Mas estamos sujeitos a ler o que “der na telha” dessas pessoas que temos adicionadas na nossa página.
É tão bom acordar e ver um vídeo de música ótimo que um grande amigo postou, ou em qualquer momento do dia ler uma frase engrandecedora que parece que foi escrita especialmente para nós. Mas sempre tem uma alma mais confusa, um alguém ainda verde com o ego inflado, ou que desviou-se do caminho por determinado motivo, talvez até pela (má)formação familiar e escolar, que insiste em postar opiniões esdrúxulas, muitas vezes de forma irresponsável e grosseira ou usar a rede social como diário.
Do alto de sua pequenez fulano posta para 742 amigos lerem que maionese com batata frita é tudo de bom ou que viu um filme da sessão da tarde e riu muito na companhia de seu cachorro. Pior quando alguém quer escrever ou comentar sobre algo que não entende nada, como acontece no caso da política. Mas sempre há uma saída…

Na verdade pra isso existe o blog, que é um lugar que escrevemos o que queremos e as pessoas já entram sabendo que lá estão nossas opiniões mais profundas e portanto elas tem a possibilidade de escolha.
Existem outras saídas, no caso do facebook existe o ocultar, descobri esses dias. É simples: leu um post que você julga improcedente, clique num “x” que tem do lado direito do post e aparecerá “ocultar essa pessoa”, aí é só clicar e ter paz virtual.

Preciso aprender a desocultar agora, porque acabei ocultando muita gente, e afinal as pessoas se redimem, evoluem, quem sabe elas já não entenderam isso que descrevi.

Oração.

Que as divindades iluminem nossos caminhos errantes e nos mostre através de nossos erros o caminho certo a percorrer e a maneira certa de se portar. E que eu nunca me torne um desses chatos virtuais e acabe me contradizendo.Amém, Namastê.